Há alguns anos, desde os quinze, mais ou menos, eu tive um surto de indecisão sobre sentimentos, não sabia se odiava ou amava, me tornei mas extremista do que já era, o oito ou ointenta imperavam minhas ações, mas se tem uma coisa que nunca foi afetada por todo esse turbilhão, foi a minha paixão por ler, escrever, conhecer… E num desses dias eu descobri a Carol Teixeira e as coisas lindas que ela escrevia. Eu tinha dezesseis anos, estava passando por uma fase difícil e escreve o seguinte texto no meu antigo blog:
“Um ser iluminado
Uma luz iluminou minha cabecinha de adolescente perdida e ela, incrivelmente, tem nome: Carol Teixeira, a escritora que me faz ir aos lugares da minha mente que mais tenho medo e pensar no verdadeiro sentido disso tudo. Um dia gostaria de ter todo o conhecimento que ela tem, não somente aquele que se aprende na sala de aula, mas o de vida.
Hoje lendo seu primeiro livro – “De Abismos e Vertigens” – pensei em várias situações enquanto me deliciava, muitas vezes sem compreender, por aquelas páginas cheias de verdades que fazem com que nos tornemos seres pensantes. Parece que isso foi o que menos fui durante minha vida, um ser pensante. Ou melhor, durante o começo de minha adolescência; quando criança a vida era tão simples e engraçada que era muito bom simplesmente respira e pular as ondas do mar. Felicidade era isso. Como ela disse, a gente vai crescendo e querendo cada vez mais e mais, nunca satisfeito com o que temos. Não digo que ambição não seja bom, muito pelo contrário, acho necessária para atingirmos certos objetivos na nossa vida, mas tudo que é demais não presta.
A vaidade foi assim comigo. E como disse Carol Teixeira: “Falo daquela vaidade cega, que nos leva a querer ser sempre o melhor, o mais bonito, o mais admirado, o mais falado, o mais inteligente, o mais competente, o mais reconhecido. Aquele diabinho que sopra no nosso ouvido e nos leva a desperdiçar a grandeza da nossa vida com coisas pequenas e competições inúteis. Essa coisa burra e tão freqüente de competir com os limites dos outros e não com os nossos próprios – o que seria muito mais fácil. (…) É esse pensamento errôneo que nos leva a esse egocentrismo e que nos incentiva a essa vaidade que nos destrói. Porque nessa auto-adoração muita coisa se perde. Nesse processo vamos ficando tão autocentrados que esquecemos das pessoas à nossa volta, esquecemos das coisas que acreditamos, esquecemos dos nossos ideais mais íntimos, dos nossos valores mais puros e começamos a lutar por uma coisa que não tem mais nada a ver com o que sonhamos no início de tudo. A pessoa olha tão longe que perde a capacidade de enxergar um palmo à sua frente. E os exemplos estão aí na nossa cara, à nossa volta, em nós mesmos. Ninguém nasce corrompido pela vaidade, as pessoas corrompem-se ao longo da vida. Vão cegando-se ao longo da vida”.
Depois de ler isso, pude perceber o quanto nós perdemos sempre comparando nosso limite ao dos outros, pois são absurdamente diferentes. Pude ver claramente que me afundei num poço por causa dessa vaidade. Fiquei cega a todo o resto e só o que me importava era ser a melhor em tudo; porém, um dia a gente acorda desse sonho – pesadelo – e vê que isso não vai nos dar nada mais em troca do que apenas frustração. Frustração por nunca atingir o inatingível. Por sermos seres imperfeitos à procura da ilusória perfeição. Tudo utopia. Eu, como uma adolescente de 16 anos, quero agora mais é viver, e não ser sufocada pela sociedade. Quero fazer minhas escolhas, independentemente da visão dos outros quanto a isso; não quero me tornar uma adulta limitada e previsível. Quero viver cada segundo. Tenho ânsia de vida, de viagens, de pessoas. E isso a vaidade nunca iria me dar, mas uma certeza ela me trouxe: depois de me sentir traída por ela, agora eu sei que não lhe necessito para ser feliz.” (11/04/07)
Hoje em dia, megarealizada, fazendo a faculdade que eu curto (Jornalismo), lendo bastante e participando de sites relevantes na área cultural, posso deixar o link da minha primeira entrevista aqui e sabem com quem foi? Com a Carol Teixeira, isso mesmo, essa aí do texto acima. Além de supersimpática e acessível, a Carol fez com que mais uma vez eu continue acreditando em mim, no meu talento e realizou o meu pequeno grande sonho que jamais esquecerei: entrevistá-la.
Aqui está a o link da entrevista: http://www.artistasgauchos.com.br/portal/?cid=116
Valeu.




A história é a seguinte: dois irmãos. Um, mecânico, Terry (Colin Farrel), com o vício da jogatina se afunda em dividas e fica devendo uma grana preta. O outro, Ian (Ewan McGregor), trabalha no restaurante do pai a contragosto, tem o sonho de ter seu próprio negocio e conhece uma linda atriz por quem se apaixona e para a qual mente ser um influente empresário. Ambos, metidos em encrenca, logo vêem a luz quando seu tio Howard (Tom Wilkinson), um médico e dono de clínicas podre de rico, volta a Londres por uns dias. Eles pedem dinheiro ao tio, que diz dar sem problemas, mas em troca, é claro, precisa de um favorzinho. O tal favor é o que desenrola o filme e coloca em jogo tanto a visão ética e moral dos personagens, quanto a nossa.